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Trabalhadores dizem que SATA precisa de “injeção de capital” para “sair do buraco”
INSERIDO EM 2018/01/08

O coordenador da Comissão de Trabalhadores da SATA Air Açores, Jaime Pacheco, admitiu hoje que a companhia aérea açoriana, com um passivo na ordem dos "200 milhões de euros", precisa de "injeção de capital" para "sair do buraco". 

"A SATA, neste momento, tem um passivo bastante grande, basta olhar para o último relatório do Tribunal de Contas em que diz que o passivo da SATA ronda os 200 milhões de euros e, se nós não conseguirmos ter esse passivo resolvido, não há hipótese de sairmos do buraco onde nos encontramos", afirmou.

Jaime Pacheco falava aos jornalistas após uma reunião com o Bloco de Esquerda/Açores, que decorreu na delegação de São Miguel da Assembleia Legislativa Regional, onde reconheceu que o Grupo SATA, constituído pela SATA Air Açores e Azores Airlines, precisa de "investimento" ou, pelo menos, da "consolidação das dívidas" para se manter de portas abertas.

"O que nós estamos a pedir é que ele (Governo Regional dos Açores) injete o dinheiro suficiente para que nós possamos pagar essa dívida ou, pelo menos, reduzi-la a uma situação que nos seja confortável e montar a operação de verão. Neste momento (a dívida) é completamente impagável pela SATA. Não temos recursos financeiros para pagar os vencimentos sem recorrer à banca, como é que podemos pagar a dívida?", questionou.

O representante dos trabalhadores da companhia aérea açoriana lembra que "os trabalhadores querem fazer parte de uma solução" para a empresa, que "está tecnicamente falida" e que, por isso, aguardam o agendamento de uma reunião com Vasco Cordeiro.

"Nós pedimos no início de dezembro uma reunião urgente com o presidente do Governo Regional (dos Açores) porque a nossa preocupação nesse momento é muito grande sobre o futuro da SATA, nós não podemos esperar mais por atitudes que deviam ter sido tomadas ontem, anteontem ou talvez há um ano", lembrou.

Jaime Pacheco revelou que os trabalhadores "estão extremamente preocupados", lembrando que 2017 foi um ano "completamente atípico".

"Foi um ano atípico, numa operação que se desejava que fosse normal, regular, que nos trouxesse condições para descolar da nossa operação negativa e começar a ter outros resultados e não conseguimos porque temos de uma frota velha, houve imensas irregularidades e isso custou-nos imenso dinheiro", disse.

O grupo parlamentar do BE/Açores admite que a culpa da atual situação da empresa "é da má gestão das sucessivas administrações" e aponta o dedo ao Governo Regional dos Açores, acusando-o "da nomeação da manutenção" dessas mesmas administrações.

O deputado António Lima admite ainda que a solução de privatizar "49% do capital social da SATA Internacional (atualmente Azores Airlines)" não agrada aos bloquistas.

"Aquilo que o Governo Regional apresentou foi apenas uma solução, que é a privatização. Queremos saber também outras soluções possíveis que passem obviamente pela redução da dívida pela consolidação da dívida, uma solução que tem de ser apresentada pela administração”, afirmou, acrescentando que a solução pode passar por uma capitalização pública.

O Bloco de Esquerda promete "continuar a acompanhar a situação do Grupo SATA" e a reação do Governo Regional "a estas preocupações manifestadas pela comissão de trabalhadores".

 

 

Fonte : Açoriano Oriental
Com Lucélia Lopes
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