osé Pedro Gaspar, líder do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA,) declarou, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que se assiste a uma postura por parte do Governo Regional de “total desrespeito e completa ausência de respostas” quanto às reivindicações da classe docente.

O sindicalista considerou que se registou uma "enorme adesão" e um "grande sucesso" na greve dos professores e dos educadores de infância dos estabelecimentos de ensino público, profissional, particular, cooperativo e solidário dos Açores, a todo o serviço docente, com incidência às reuniões convocadas, em curso desde 04 de junho.

O dirigente adiantou que "inúmeras escolas não realizaram uma única reunião", o que revela uma "grandiosa articulação e solidariedade" entre docentes.

A 04 de maio, o SDPA anunciou uma greve de serviço às reuniões a partir da primeira semana de junho.

Também em conferência de imprensa realizada hoje, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) considerou que se assiste a um “crescente sinal de nervosismo do Governo Regional relativamente à luta dos professores, provavelmente, também, contagiado pelo nervosismo do Governo da República”.

A direção do sindicato sustenta que, em matéria das portarias que suportam a avaliação dos professores, “não será difícil concluir, portanto, que as diretrizes veiculadas, nesta matéria, pela direção regional de Educação, fazem tábua rasa do que a lei estipula”.

“Subjacente a esta informação emanada pela direção Regional de Educação parece estar a intenção de lançar dúvidas no seio dos docentes, intimidando-os, e, mesmo, dos conselhos executivos sobre como proceder em período de uma greve com esta natureza, podendo daí resultar a violação do direito à greve”, considera a estrutura sindical.