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Adiado prazo para proposta de compra de capital da Azores Airlines
INSERIDO EM 2018/06/26

A transportadora Loftleidir-Icelandic "solicitou mais 30 dias de prazo para preparar e apresentar uma proposta vinculativa" para a compra de 49% da SATA Internacional - Azores Airlines, revelou hoje a empresa açoriana. 

"O prazo para a apresentação da proposta vinculativa, que terminava hoje, às 23h59 (hora dos Açores), foi assim prorrogado até ao dia 26 de julho", frisa nota de imprensa da SATA.

Em 16 de junho a operadora de transporte aéreo islandesa havia pedindo um novo adiamento do prazo, justificando-o com a “necessidade de efetuar uma análise mais minuciosa à informação disponibilizada na ‘data room’ que contém informação relativa à operação de alienação”.

A empresa tinha até hoje para apresentar uma proposta, tendo novamente pedido o prolongamento do prazo.

Em declarações à agência Lusa em 23 de abril, Erlendur Svavarsson, vice-presidente da Loftleidir Icelandic, do grupo Islandair, referiu que a operadora ainda não tinha decidido se iria entrar na segunda fase do processo de alienação da transportadora aérea açoriana.

O administrador confirmou que a empresa tinha apresentado uma “declaração de interesse” e que a empresa “foi informada de que cumpriu os requisitos de pré-qualificação estabelecidos”.

“Isso significa que agora teremos acesso a mais informações sobre a empresa, para revisão e avaliação” e, “depois disso, decidiremos se a Loftleidir Icelandic entrará na segunda fase do processo”, explicou Svavarsson à Lusa.

O grupo SATA anunciou em 17 de abril que a Loftleidir Icelandic foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

Ficou pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse na Azores Airlines.

De acordo com o caderno de encargos da alienação de capital da operadora açoriana, o futuro acionista da Azores Airlines terá que “respeitar obrigatoriamente” a manutenção do plano de renovação da frota iniciado com o A321 NEO.

O candidato terá ainda de promover o “cumprimento da operação aérea regular mínima”, sendo que esta contempla as ligações entre o continente e os Açores, nomeadamente as rotas liberalizadas entre Ponta Delgada e Lisboa, Ponta Delgada e Porto, Terceira e Lisboa, e Terceira e Porto.

O potencial interessado tem ainda de assegurar as ligações de obrigação de serviço público entre Lisboa e Horta, Lisboa e Pico, Lisboa e Santa Maria, Ponta Delgada e Funchal, bem como a ligação de Ponta Delgada com Frankfurt, a par das rotas a partir da Terceira e Ponta Delgada com Boston e Oakland, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.

O potencial comprador deve manter a identidade empresarial, a autonomia da operadora, a sua denominação social e a marca Azores Airlines, entre outros elementos de identificação, a par de um contributo para a empregabilidade local.

O capital social do grupo SATA é detido por um único acionista, a Região Autónoma dos Açores.

A Azores Airlines fechou o terceiro trimestre de 2017 com um prejuízo de 20,6 milhões de euros, estando ainda por fechar as contas finais do ano.

Fonte : AÁoriano Oriental
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