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ANACOM alerta para a substituição dos cabos submarinos que ligam o Continente, Açores e Madeira
INSERIDO EM 2018/06/28

Os cabos submarinos que asseguram a ligação entre o Continente, os Açores e a Madeira, deverão atingir o fim da sua vida útil em 2024/2025 (o Columbus III em 2024 e o Atlantis-2 em 2025). Por esse motivo, é de grande urgência tomar decisões que assegurem a entrada em operação de novas interliga&

Segundo comunicado, esta circunstância tem levado a ANACOM a alertar o Governo, os Governos regionais dos Açores e da Madeira e os operadores para a necessidade de se encontrar a solução para este problema.

A ANACOM considera que a substituição das interligações por cabo submarino deve constituir uma prioridade para Portugal e para a União Europeia, dado tratar-se de um investimento fundamental para assegurar a coesão nacional e o desenvolvimento económico do país e do espaço europeu, o qual requer que as regiões autónomas sejam servidas por boas infraestruturas de telecomunicações, que lhes permitam a transmissão de voz e de grandes volumes de dados a alta velocidade.

Desta forma, a ANACOM organizou um Workshop sobre “O futuro da interligação Continente-Açores-Madeira por cabo submarino”, que reuniu um vasto conjunto de interessados, altura em que foi defendido o interesse estratégico na construção de um novo anel que interligue os Açores, a Madeira e o Continente, de forma a assegurar a existência de redundância nas interligações entre aqueles territórios.

Foi igualmente realçada a necessidade de considerar uma eventual solução de coinvestimento por parte de todas as partes interessadas, que foram convidadas a manifestar o seu interesse e disponibilidade.

Havendo entidades com estudos já efetuados, como a GLOBALEDA ou a EMACOM, e sendo consensual a necessidade de implementar soluções que são tão prioritárias como as relativas a outro tipo de infraestruturas essenciais ao desenvolvimento do país, é necessário encontrar uma solução integrada que garanta a coesão nacional e que privilegie igualmente a centralidade que os Açores e a Madeira assumem no aproveitamento de todas as potencialidades, acrescenta o comunicado.

ANACOM chama ainda também a atenção para o contributo que os cabos submarinos podem dar, para além do suporte indispensável às comunicações, à deteção e alerta de atividade sísmica.

Fonte : Açoriano Oriental
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